PL terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 28 das 81 cadeiras
Nova composição amplia o peso do partido nas votações que exigem três quintos dos senadores, como as PECs; para o InfoMoney, isso pode dificultar alterações fiscais defendidas pelo governo.

Reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começará o quarto mandato diante de um Senado com maior representação da direita. O PL conquistou 19 das 54 cadeiras em disputa nas eleições de outubro e terá 28 dos 81 senadores a partir de fevereiro de 2027, a maior bancada individual da Casa; o PT contará com nove. Na avaliação do InfoMoney, a nova composição poderá dificultar a aprovação de medidas defendidas pelo governo, entre elas alterações fiscais.
O peso da maior bancada
Propostas de emenda à Constituição precisam do apoio de três quintos dos senadores: 49 votos, em dois turnos. Com 28 cadeiras, o PL não reúne sozinho os votos para barrar uma PEC, mas a maior bancada amplia o peso do partido nessas votações e nas negociações em torno delas. Projetos de lei complementar exigem 41 votos favoráveis, e leis ordinárias dependem da maioria dos presentes, com quórum mínimo de 41 senadores.
A bancada petista representa nove desses votos. Para o InfoMoney, o cenário poderá dificultar a aprovação de medidas defendidas pelo presidente, incluindo alterações fiscais, mudanças nas relações de trabalho e propostas que dependam de modificações constitucionais.
Negociação com outros partidos
Segundo o InfoMoney, a formação de uma base parlamentar dependerá novamente de acordos com partidos de centro e centro-direita, especialmente MDB, PSD e União Brasil, e o presidente continuará tendo margem para negociar com legendas que não integram formalmente a oposição. A consolidação desses apoios, na avaliação do portal, será determinante para a tramitação da agenda econômica do governo no próximo mandato.
Impacto no Brasil
O número de votos exigido no Senado para aprovar PECs e leis complementares pode influenciar a tramitação de medidas fiscais. Mudanças fiscais tendem a influenciar as expectativas para os juros futuros, o dólar frente ao real e o Ibovespa.
Fontes
Redação Dinheiro Corrente
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